A Limpeza Profissional e a Qualidade Interna do Ar
A qualidade interna do ar de ambientes climatizados ou não artificialmente é fundamental para a manutenção da saúde e qualidade de vida das pessoas. O ser humano passa, em geral, muito mais tempo nestes ambientes do que ao ar livre. Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas de 1998, estima-se que 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à poluição do ar em ambientes fechados com apresentação de quadros alérgicos ou infecciosos como asma, bronquites, rinites, dores de cabeça e outros.
Dada a importância ao tema, existem vários estudos científicos que buscam facilitar o entendimento e evitar os chamados edíficios "doentes" (esta nomenclatura é usada para edifícios onde as pessoas ficam doentes pela falta de manutenção adequada das instalações).
A atividade de limpeza e higienização é, por si só, um importante componente da correta manutenção e higienização destes ambientes construídos, que diferem muito dos ambientes naturais, e requerem procedimentos específicos para cada tipo de edifício e sua utilização (indústrias, hospitais, shoppings centers, supermercados, escritórios, condomínios, escolas, aeroportos, terminais rodoviários e outros).
A identificação do tipo de ambiente a ser limpo e a localização das fontes de substâncias indesejáveis (poluentes) é o primeiro passo na operação de limpeza profissional. A partir deste mapeamento, são selecionados os produtos e técnicas adequadas para cada tipo de ambiente.
Para entendermos o processo de limpeza e de qualidade do ar interno é necessário antes de tudo definir o ato de limpar. O que pode ser feito da seguinte forma: localizar uma fonte de sujidade, identificar seu tipo (orgânico, inorgânico, microbiológico, etc), conter esta sujidade evitando que se espalhe, removber com o processo apropriado (no processo entram os tipos de produtos químicos, equipamentos, ferramentas e mão-de-obra treinada) e realizar o descarte de forma apropriada.
Os produtos e equipamentos são selecionados de forma a atender as necessidades arquitetônicas e ocupacionais de cada ambiente e as equipes devem estar capacitadas para a obtenção do resultado esperado. É fato que a qualidade do ar interno significa um ambiente saudável, e em consequência, reduz o absenteísmo, melhora a qualidade de vida e, consequentemente, a produtividade da empresa. Quando a limpeza é realizada com processos inadequados há o comprometimento da saúde das pessoas e a consequente redução da vida útil dos objetos e superfícies, causando a destruição dos mesmos. A seleção adequada e a integração às políticas já existentes de qualidade do ar e do ambiente trazem ganhos de produtividade e saúde das equipes e também são fundamentais na preservação do patrimônio e no embelezamento da empresa.
Fonte: Revista Abrava. Edição 276.Janeiro 2010. Ano 34.
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